terça-feira, 13 de novembro de 2007

Recordar o Guedes


O Manuel de Jesus Guedes foi nosso companheiro-aluno, durante a frequência do 1º Curso do ISM. Era um verdadeiro prodígio de memória, de tal forma que encantava os seus colegas de turma da forma como "desbobinava" matérias anteriormente dadas.
Apesar de ter sido o primeiro do Curso, revelou-se sempre um homem simples, bom companheiro e amigo. Quem visse o Guedes no seu andar gingão, logo se aperceberia que transportava sobre os ombros, pesado computador com muitos Gigas de "RAM".!!
Não resisti em te recordar caro Guedes e lamentar que tão cedo partisses! Transcrevo uma pequena parte dum poema que na altura o Calamote te dedicou:

"Podes pois ,
E preparar-te para nova vida,
onde, também creio,serás senhor.

E a camaradagem cá vivida,
Um dia mais tarde será penhor
De agradável Saudade sentida.

sábado, 10 de novembro de 2007

Pedaços da nossa vida – O «Ti Lobão»

«Ti Lobão» era nome por que, entre nós, tratávamos o Ten Cor Mário Ezequiel Lobão da Cruz, nosso professor de Justiça e Disciplina Militar. Era o que se costuma designar por uma grande figura de homem: alto, forte, soberbo, patriarcal. Leccionava-nos, além dos famosos RDM e CJM, importantes noções de Direito. Foi com ele que nos familiarizámos com «palavrões» como acórdão, libelo, nexo de causalidade, direito consuetudinário, pacto leonino, usucapião e tantos outros ainda inexistentes ou adormecidos no nosso léxico.
O «Ti Lobão» tinha um cão enorme, um Serra da Estrela ou um Pastor Alemão – não me recordo bem –, que passeava todas as tardes depois das aulas. A altivez e a elegância do colosso impressionavam a tal ponto, que o mínimo que vinha à mente das pessoas, sem qualquer ofensa, era a constatação da excelente harmonia entre as duas componentes do imponente binómio, como hoje se diz.
A natural simpatia do «Ti Lobão» ficou consagrada no Livro de Finalistas do Curso:

Porte alto, andar ritmado,
Entra na aula começa a ler.
Abre o Código, sai ditado!
É escrever! Depressa, é escrever!
+++
Diz o povo (e terá razão)
Que a Justiça e todos cobre.
Mas sendo assim, porque então
É preciso ter um cão,
Mesmo que o físico sobre?!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Recordando um Amigo

O pequeno trecho de poema que transcrevo, foi escrito pelo Calamote no livro do final do 1.º Curso do ISM e dedicado ao extinto mas saudoso companheiro, Américo Mateus Lourenço.

Veio da Cheret e é Infante,
É brioso até mais não;
Aplicado e bom estudante,
E grande Camaradão.

Porque partiste tão prematuramente, Lourenço? Sentimos a tua falta como uma perda, desde a hora em que a desdita te bateu à porta! Que tenhas tido no Além, o mesmo acolhimento com que todos os teus camaradas te presentearam cá neste paraíso terreal! Paz à tua alma amigo Lourenço.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Confraternizações do 1.º Curso do ISM – ÉVORA


Esta maravilhosa foto de família do 1.º Curso do ISM tem a data de 14 de Outubro de 1995. Tem, portanto, uma dúzia de anos, cômputo esse que é preciso acrescentar a cada um dos risonhos semblantes que lá aparecem, para repor alguma actualidade e também alguma verdade fisionómica...
Estávamos em Évora, onde os nosso amigos Carola, Safara, Esteves – a «colónia alentejana», como costumávamos dizer por gracejo – se esmeraram, proporcionando-nos, para além da alegria que está à vista, uma almoçarada e um convívio inolvidáveis.
AC.