quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Pedaços da nossa vida – A «Messe do Firmino»


A Messe do Firmino era o nosso principal local de culto do ISM. Diríamos, mesmo, o nosso santuário, pois era o único refúgio onde se não estudava, onde se não tinham aulas e onde se não faziam testes. Ali tínhamos, sim, magnas reuniões três vezes ao dia – pequeno almoço, almoço e jantar –, sempre cumpridas com a maior elevação, porém algumas vezes sem grandes resultados para o estômago.
Na Messe do Firmino abordavam-se os mais variados e candentes assuntos: dizia-se mal dos mestres, das fotocópias, das «secas» ao aluno-de-dia, do tempo de Águeda e, pontualmente, também da comida. Dizer bem de alguma coisa não me lembro, mas admito que tenha acontecido: há gente capaz de tudo.
De vez em quando também havia algum mais «marrão» que ia falar das aulas para um lugar daquela categoria, mas havia logo quem silenciasse o inconveniente infiltrado.
Especialmente agradáveis eram os momentos de espera à abertura da porta, em que a malta, enquanto gozava os escassos momentos de liberdade e o raro soalheiro, vivia a sempre adiada expectativa de uma refeição «cinco estrelas».
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O cartoon – ligeiramente adaptado – é do Álvaro Matos, do Curso B – Onde é que andas, companheiro?! –, e consta do Livro de Finalistas do 1.º Curso do ISM.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Recordar o Guedes


O Manuel de Jesus Guedes foi nosso companheiro-aluno, durante a frequência do 1º Curso do ISM. Era um verdadeiro prodígio de memória, de tal forma que encantava os seus colegas de turma da forma como "desbobinava" matérias anteriormente dadas.
Apesar de ter sido o primeiro do Curso, revelou-se sempre um homem simples, bom companheiro e amigo. Quem visse o Guedes no seu andar gingão, logo se aperceberia que transportava sobre os ombros, pesado computador com muitos Gigas de "RAM".!!
Não resisti em te recordar caro Guedes e lamentar que tão cedo partisses! Transcrevo uma pequena parte dum poema que na altura o Calamote te dedicou:

"Podes pois ,
E preparar-te para nova vida,
onde, também creio,serás senhor.

E a camaradagem cá vivida,
Um dia mais tarde será penhor
De agradável Saudade sentida.

sábado, 10 de novembro de 2007

Pedaços da nossa vida – O «Ti Lobão»

«Ti Lobão» era nome por que, entre nós, tratávamos o Ten Cor Mário Ezequiel Lobão da Cruz, nosso professor de Justiça e Disciplina Militar. Era o que se costuma designar por uma grande figura de homem: alto, forte, soberbo, patriarcal. Leccionava-nos, além dos famosos RDM e CJM, importantes noções de Direito. Foi com ele que nos familiarizámos com «palavrões» como acórdão, libelo, nexo de causalidade, direito consuetudinário, pacto leonino, usucapião e tantos outros ainda inexistentes ou adormecidos no nosso léxico.
O «Ti Lobão» tinha um cão enorme, um Serra da Estrela ou um Pastor Alemão – não me recordo bem –, que passeava todas as tardes depois das aulas. A altivez e a elegância do colosso impressionavam a tal ponto, que o mínimo que vinha à mente das pessoas, sem qualquer ofensa, era a constatação da excelente harmonia entre as duas componentes do imponente binómio, como hoje se diz.
A natural simpatia do «Ti Lobão» ficou consagrada no Livro de Finalistas do Curso:

Porte alto, andar ritmado,
Entra na aula começa a ler.
Abre o Código, sai ditado!
É escrever! Depressa, é escrever!
+++
Diz o povo (e terá razão)
Que a Justiça e todos cobre.
Mas sendo assim, porque então
É preciso ter um cão,
Mesmo que o físico sobre?!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Recordando um Amigo

O pequeno trecho de poema que transcrevo, foi escrito pelo Calamote no livro do final do 1.º Curso do ISM e dedicado ao extinto mas saudoso companheiro, Américo Mateus Lourenço.

Veio da Cheret e é Infante,
É brioso até mais não;
Aplicado e bom estudante,
E grande Camaradão.

Porque partiste tão prematuramente, Lourenço? Sentimos a tua falta como uma perda, desde a hora em que a desdita te bateu à porta! Que tenhas tido no Além, o mesmo acolhimento com que todos os teus camaradas te presentearam cá neste paraíso terreal! Paz à tua alma amigo Lourenço.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Confraternizações do 1.º Curso do ISM – ÉVORA


Esta maravilhosa foto de família do 1.º Curso do ISM tem a data de 14 de Outubro de 1995. Tem, portanto, uma dúzia de anos, cômputo esse que é preciso acrescentar a cada um dos risonhos semblantes que lá aparecem, para repor alguma actualidade e também alguma verdade fisionómica...
Estávamos em Évora, onde os nosso amigos Carola, Safara, Esteves – a «colónia alentejana», como costumávamos dizer por gracejo – se esmeraram, proporcionando-nos, para além da alegria que está à vista, uma almoçarada e um convívio inolvidáveis.
AC.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Confraternizações do 1.º Curso do ISM – Almeirim





Foi em Almeirim, no dia 24 de Maio de 1980, que teve lugar o primeiro almoço-convívio do 1.º Curso do ISM, a cargo dos camaradas de Santarém: Eurico, Piedade dos Santos e Monteiro. Muitos outros se seguiriam, mas este ocuparia lugar especial na nossa memória, pois foi ali que, em contacto com esposas e filhos de cada um, adquirimos, em pleno, o sentimento de autêntica família que nos une de facto.

Nas imagens, os nossos filhos, muitos dos quais já nos «promoveram» a avós, e as duas laudas do cardápio do nosso repasto naquele memorável encontro.

AC

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O poder da vista

Gioconda ou as duas "gatinhas"

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Vilar Formoso - Estação de CF, a 150 m da Fronteira.

Estação de Caminho de Ferro de Vilar Formoso - Face lado exterior

O fim do Curso em poesia


domingo, 14 de outubro de 2007

Experiência de inserção de imagem


Em ponto dominante,
olhar sempre atento e perscrutador

sábado, 13 de outubro de 2007

Almoço-Convívio/2008

Cordiais saudações

O almoço-convívio, em 2008, vai realizar-se em VILAR FORMOSO.
Óptimos acessos por Auto-estrada.
Data já pre-estabelecida de 24MAI2008 (Sábado)
Outros pormenores a divulgar, via postal, ou outro meio, logo que assentes.
Vai agendando a data.
Accoelho

Os homens do 1.º Curso do ISM




sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O antigo ISM


Vista aérea (Revista Baluarte, n.º 2, Mar-Abr/1986)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Blogando o nosso curso

À medida que vamos envelhecendo, parece que a nossa memória se vai tornando cada vez mais selectiva. De facto, ela hierarquiza de tal modo as recordações no nosso cada vez mais reduzido espaço memorial que, algumas delas, parecem sofrer um curioso processo de impulsão que as faz emergir subitamente, e forçar a «tampa» em direcção à realidade. O 1.º Curso do ISM é, na minha memória, uma dessas forças. A interessante convivência de cerca de uma centena de pessoas, entre professores, alunos e outros intervenientes, durante dois trabalhosos anos lectivos, desenvolveram os laços – constatamos agora – responsáveis pela chegada até hoje do referido bloco memorativo em tão excelentes condições «de conservação», ao fim de trinta anos!
É, digamos, devido a este «impulso» que iniciamos este espaço onde pretendemos ir registando, por texto e por imagem, algumas passagens desse tempo – já saudoso – em que, juntos, enfrentámos uma nova fase das nossas vidas.
É claro que conto com a vossa preciosa ajuda, homens do 1.º Curso do ISM.